sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

CADA UM TEM O VAMPIRO QUE MERECE

                                   

Na minha época, vampiros não saíam de dia, não iam pra escola e nem praticavam esportes - e chupavam sange.

Muito sangue.




Em tempos politicamente corretos, até mesmo os vampiros não são mais os mesmos.

Eu vi o primeiro filme da saga Crepúsculo.

A história me deu engulhos.

Quem está acostumado com os vampiros de Anne Rice - e, claro, com o clássico de Bram Stocker - não vai engolir essa família de vampiros vegetarianos e abstêmios.



Em todo caso, uma coisa não muda.

Vampiros são bonitos. Têm de ser bonitos.

Então se o vampiro sem sal de Crepúsculo não convence, faça como eu: tire o som da tv
e fique só vendo o Robert Pattinson.


É provavelmente o vampiro mais mal vestido da história do cinema.

Mas tem seu valor.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

POESIA VÃ

Meus velhos versos vãos
Sem viço e sem cor
Não não fazem ninguém suspirar.

Da desalegria de meus tristes versos vãos
Não frutificam girassóis.

Os meus versos vãos não arrancam lágrimas furtivas.

Porque só meus versos é que são tristes e vãos.
E todo o mais ao redor é só alegria.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

ELE, VOVÔ E EU

Em 92, quando eu assistia "Vovô e eu", no SBT, nem imaginava quantos suspiros ainda ia dar por Daniel (ok. eu tinha só 6 anos).

Também não podia imaginar que o galã mirim de novela mexicana ia acabar encarnando Che Guevara.



Nunca quis tanto ser uma motocicleta na minha vida como naquela sessão do teatro do parque.



Mas a vida é uma caixinha de surpresas.


E Daniel foi parar num filme de Almodóvar.

Ok. Não era o melhor jeito de ver o galã. Mas até no filme de Almodóvar, era possível vislumbrar o potencial do rapaz.



E eu não estou falando de potencial artístico. Claro que não.










Afinal, já sabia que o Gael García Bernal era bom ator desde Vovô e eu...


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

GLORIOSA ALEGRIA

Como o tema dos últimos dias aqui tem sido a alegria, eu não poderia deixar de vir aqui dizer de como eu estou alegre porque o Náutico ontem venceu o primeiro clássico do ano: 2x1, em cima do Santa Cruz...

Afinal, como diz o poetinha,

"É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração..."



E salve o Glorioso!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

DA (im)PERENIDADE DO AMAR

Sou daquelas que acredita que o ato de amar deve ser sempre comunicado. Por mais que acreditemos que quando se ama nada há que se provar, não há qualquer custo em, num dia qualquer, sem ser aniversário, ou Natal ou algo do gênero chegar para quem se ama e dizer: "te amo!".
É uma medida indolor, que traz alegria ao ser amado, certifica o amor, o celebra e poupa-nos, ainda, de culpas futuras. Afinal, pensar que a vida tirou-nos quem amávamos sem que houvesse a oportunidade de um ato afirmativo, uma palavra de carinho, é algo difícil de se conviver...
E nesse tempo de homens e corações partidos, sempre há que se falar de amor, para abrandar a vida.

QUERO
(Carlos Drummond de Andrade)

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagasteu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,essa coleção de objetos de não-amor.


E vejam que não sou só eu quem diz. E quando o Itabirano fala, está falado!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

ME GUARDANDO PRA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR

Começa o carnaval e todos em Pernambuco, de repente, viram experts em história do frevo. Certo? Errado. Nem por isso, no entanto, se canta com menos emoção a Evocação n° 1, de Nélson Ferreira, louvando os mestres do frevo do passado.

Desde o carnaval de 1957, que, nos dias de momo, Recife ganha um novo hino (muitos novos hinos, cantados com uma descomunal emoção). Eis a letra de Evocação n° 1:

Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon
Cadê teus blocos famosos
Bloco das Flores, Andaluzas, Pirilampos, Apois Fum,
Dos carnavais saudosos...

Na alta madrugada, o povo entoava
Do bloco a "Marcha Regresso"
E era um sucesso
Dos tempos ideais
Do velho Raul Moraes...

"Adeus, adeus minha gente
Que já cantamos bastante"
Recife adormecia
Ficava a sonhar
Ao som da triste melodia...

Mas apesar de toda essa emoção, para a grande maioria dos pernambucanos e dos turistas do mundo todo que vêm bricar o carnaval no Recife e em Olinda, fica sempre a dúvida: quem danado são Felinto, Pedro Salgado, Guilherme e Fenelon?

Vamos tentar esclarecer as referências da música de Nélson Ferreira, que fazia alusão a figuras dos antigos carnavais dos anos 20.

Felinto de Moraes e Fenelon Moreira eram integrantes do Bloco Apois Fum, bloco lírico do bairro da Torre.

Pedro Salgado foi presidente do Bloco das Flores, que, aliás, após ser extinto, retornou e até hoje desfila nas ruas do Recife nos dias e carnaval e em suas prévias.

Guilherme de Araújo era integrante dos blocos Andaluzas em Folia e Pirilampos de Tejipió.

Eis, então, quem foram, ao menos em princípio, Felinto, Pedro Salgado, Guilherme e Fenelon, e seus respectivos blocos famosos.




O bom é que, apesar da relevância dessas pessoas para a história da cultura pernambucana foi provavelmente graças ao frevo de Nélson Ferreira que seus nomes para além de não serem esquecidos, serão entoados para sempre nos carnavais daqui.

Ah! Não menos importante dizer é que o "velho Raulo Moraes" era compositor do Bloco das Flores e, dentre outras tantos frevos, compôs a "Marcha Regresso", de onde Nélson Ferreira tirou a referência dos versos: "adeus, adeus, minha gente, que já cantamos bastante..."

Acho que agora já dá pra cantar o frevinho sem ser surpreendido por algum questionamento malicioso...

domingo, 24 de janeiro de 2010

COCO AVANT CHANEL

Depois de quase um milênio (alguns meses de atraso, na verdade), Coco Avant Chanel estreou em Recife.


Confesso que não tinha tido tanta paciência de esperar e tinha baixado o filme pra assistir. Mas o apelo de ver um filme tão plástico na tela do cinema foi maior, então me juntei a uma platéia de senhoras acima dos cinquenta anos, pra (re)ver o longa.

Uma boa história. Uma boa interpretação de Audrey Tautou. Um belíssimo Alessandro Nivola. Uma fotografia esplendorosa. Um figurino Chanel.

E Chanel. Um mito a ser retratado de muitas formas.

É certo que Coco Avant Chanel não pretendeu contar todas as nuances da vida de Gabrielle, Coco, mas tão somente focar a sua história com Arthur "Boy" Capel e como ela  foi importante para a criação do mito Chanel.

Muito bom também descobrir como foi fácil pra ela desconstruir a moda e transformar o simples em sofisticado - eternamente sofisticado. Sua aversão aos espartilhos e a invenção do pretinho básico fizeram de mim sua fã - ainda mais.

PONDERAÇÃO EQUILIBRADA

"E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo, cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida."
Machado de Assis, in "Quincas Borba"

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

ELEMENTAR




Ele já foi Chaplin e o Homem de Ferro.









Lindo de doer, mesmo quando faz carinha triste.














Um charme mesmo com cara de bad boy, ou talvez por conta dela...




Claro que, sorrindo ele também arrasa, como não podia deixar de ser...




Tudo bem, essa cara foi patética. Deve ter sido culpa do fotógrafo.


                                                   Bem melhor, né?





MUITO melhor!!!!




Alguém ainda vai dizer que Robert Downey é menos que ELEMENTAR???

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

DEVANEIO

No dia em que ele se materializou para mim.
A minha sensação era de que acenava.
Eu acenei de volta, sorrindo.
Já não era mais uma idéia, como antes.
Tinha existência: seu coração batia.
E acenava.
Dali em diante fomos amigos,
Irmãos.
E eu o amei desde aquele instante
E talvez já o amasse desde antes
Mesmo sem saber que seu coração batia.
E mesmo antes de sentir que ele acenava,
Brindei com ele por todas as alegrias que ainda viveremos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

PAUSA PARA O MAU HUMOR

Tá prometido: eu agora sou escrava a alegria. E se vierem limões eu vou encher a cara de caipiroska...

Mas fala sério.

A Marília que eu conheço não é bem assim... Então fica consignado que a série "poemas alegres" foi toda ela escrita por Jackelyne...

SEGUIR

Apesar do mundo árido,

A roseira lá de casa insiste em florescer,

O filho da vizinha quis teimar e nascer

E o sol nunca desiste

Nem se esquece

De, todos os dias,

Dar a todos o ar de sua graça.


E se, apesar do seco,

Tudo continua tal e qual,

Como poderia o poeta se calar?


É por isso que ele seguirá

cantando o árido caminho

e pintando de cores o cinza nosso

mundo de homens e corções

partidos

com suas canções

de fugaz alegria

talhada pra ser eterna.


(marilia jackelyne)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

AINDA A ALEGRIA

E como tou numa fase assim... alegre... vem a constatação:

quem disse que quem faz mimimi não canta odes à alegria?

COMEMORAR

Há coisas que comemoramos por serem institucionais.

Natal, Ano Novo, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças. Todos esses são inventados e a gente comemora porque tá todo mundo comemorando mesmo...

Mas o nosso aniversário é diferente. A gente comemora porque  nasceu e está vivo. Comemora-se a si mesmo.

O aniversário é um dia em que não está todo mundo em clima de festa. As pessoas estão vendo a novela, cortando as unhas, lavando os pratos... E aí vem o pensamento: hoje é aniversário de alguém! E telefonam, mandam um scrap, um e-mail, vão à caça de uma lembrancinha, passam só pra dar um abraço...

O importante é que quando alguém está disposto a comemorar com você o seu aniversário, esse alguém comemora que você está vivo - e junto.

Por isso não ligo pra essas comemorações genéricas.

Ontem foi meu aniversário.

Comemorei a mim mesma de muitas formas. Comemorei coisas que fazem parte de mim: meus amigos, minha família, minhas músicas, meus sonhos.

Tomei cerveja numa enorme roda de amigos, na sexta. Almocei com meus pais, no sábado. Virei a noite num forró (pela primeira vez, eu dancei o parabéns pra você). Fui à missa no domingo de manhã. Fui ao shopping no domingo à tarde. Comi uma torta de maçã deliciosa. Vi Bibi Ferreira cantando Piaf no domingo à noite. Encerrei meu aniversário com uma pizza entre amigos especiais e cercada de carinho.

Nenhuma dessas coisas é exatamente um fenômeno. Mas a vida não é feita de fenômenos. O fenômeno da vida são as pequenas coisas que temos: uma enorme roda de amigos, uma família, alegria pra dançar, fé, dinheiro (sim, dinheiro é importante), comida, saúde, música, carinho. Muitos motivos pra comemorar: e como eu comemorei...

E hoje eu acordei assim: um pouco mais velha e muito mais feliz.


Ver Bibi Ferreira no palco: sonho realizado

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

UM POEMA ALEGRE

Me encomendaram

Um poema alegre.

Pensei, pensei...



Mas poemas alegres não são pensados.




Alegria é tomar sorvete

Contar piada

Sentir a brisa

(vamos viver de brisa, anarina, vamos viver de brisa).




Alegria é sorrir de graça

E receber de paga

Uma gargalhada banguela.




Alegria é fazer careta

Se fingir de sério

Rir quando dá na telha.



Dar e receber abraço.



Me encomendaram um poema alegre.



Deve ser porque acham que eu só sei

Falar de coisas tristes

Como pontes de concreto.



Mas isso tem explicação

Alegria não se escreve

Se vive.



Em todo caso,

Acho que escrevi um poema alegre.



(marilia jackelyne)

O LEMA É ESCREVER PARA NÃO ENLOUQUECER

Ela anota tudo que vê, que ouve, que sente. Suas notas não fazem nenhum sentido para ninguém, nem mesmo pra ela, mas são uma forma de escapar à loucura - ou pelo menos daquilo que as pessoas usualmente chamam de loucura. Afinal, o que é mesmo a normalidade?

Um dia, terá findado um rascunho de vida. E escreve incessantemente, em cadernos, livros, lousas, escreve em testas, textos mil que nada significam, mas que significam sua toda existência.

Quer transformar sua humanidade em palavras. Suas dores em poesia. Não quer ser lida. Nem entendida. Tampouco interpretada. Não almeja a imortalidade.

Tudo que ela quer é tranformar em tangível o intangível. Quantificar, transformar, mensurar a si mesma. Saber onde cabe. Onde se encaixa. Ela escreve para se ler. Se traduzir.

Se entender? Desnecessário.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

POEMA DE SAUDADES DELA

Sinto saudades
Da menina silenciosa
Que habitava em mim
E se encantava
Com livros de poesia.


Hoje me encontro só
E nos dias de sombra
Acordo como chorando
À procura dessa menina
Ensimesmada
Que agradecia ao tempo
Pela chuva e pelo sol
Pela lua e pelas estrelas
E se sentia plena
Mesmo quando na escuridão.

(marilia jackelyne)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

CONSELHO DE IRMÃ MAIS VELHA

"Baby, é melhor você ficar logo sabendo: este é o mais louco dos mundos possíveis. Mas pode também ser o mais bonito. Sei que você pode ajudar ele com isso.


Quando você chegar, te conto o resto. Por agora, só uma dica: quando a vida te der limões, você bate com vodka, gelo e açúcar, faz uma caipiroska - e dá uma festa.


Tou aqui fora te esperando.

Ansiosa por teu sorriso.


Beijos, sua irmã mais velha*".



*Irmã torta. Mas essa é outra dica: todo mundo tem uma família de verdade e outra só de coração, formada de pessoas conhecidas como AMIGOS. Fique sabendo qeu você já tem alguns destes. Começou bem, hein, colega??

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A AGENDA

Sou tímida.
É por isso que eu escrevo. Mais fácil me mostrar sem ver os outros me vendo. É mais fácil ser assim do que explicar.
Também sou sem noção.
É um pouco difícil pra mim estabelecer o valor das coisas que eu faço. Às vezes as pessoas tomam isso por falsa modéstia, o que me entristece um pouco.
Raramente eu saio espalhando uma coisa que eu tenha feito.
Mas dessa vez vai ser diferente.
Participei de um projeto muito legal. E o melhor: que me deixou muito feliz.
A agenda da escola de Aplicação de Garanhuns, onde estudei da 5ª até a 8ª série, tem textos meus nos divisores dos meses. O projeto gráfico é de encher os olhos. O carinho de quem fez fica evidente. O meu inclusive. E o cuidado de Rosa, uma das idealizadoras da coisa toda, é bonito de se ver.
Tinha que espalhar esse fato: voltei ao lugar onde fui criança. Deixei um pouco de mim para os novos que estão lá. Fiquei feliz com o resultado. Emocionada, mesmo... E corri pra contar, claro.

Ah! E ganhei uma agenda linda, pra passar o resto do ano comigo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

EU TENHO PENA DO FERNANDO PESSOA


Almada Negreiros: Retrato do Poeta Fernando Pessoa, 1954.


A internet é, sem dúvidas, uma grande invenção.
E como todo grande invenção, causa algum sofrimento.
Mas tenho certeza de que, na língua de Camões, poucos sofrem mais que o Fernando Pessoa.
O probre português de múltiplas personalidades teve sua obra inflacionada com textos de qualidade duvidosa por milhares de internautas.
E gente que jamais leu o lusitano vive por aí citando textos horríveis como se fossem dele. Claro. Porque se essas pessoas o tivessem lido seus versos, não seriam capaz de dizer que Pessoa escreveu essas coisas. Ou que a frase "Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo" é dele.
Isso sem falar das dezenas de power points que já recebi com auto-ajuda de quinta atribuída ao pobre poeta português.
Claro, também, que todas essas frases são atribuídas a Fernando Pessoa ele mesmo. Até porque eu suponho que quem lhe "presenteia" na internet desconhece seus heterônimos - e sorte deles!
Coitado do Pessoa... Eu tenho pena dele quando vejo o que lhe imputam por aí (imputam mesmo, porque alguns textos parecem crimes contra a literatura mundial).

Meu único consolo é saber que se ele estivesse entre os vivos, navegando, atacaria de Álvaro de Campos, via twitter: "Vão para o diabo sem mim, ou deixem-me ir sozinho para o diabo. Para que haveríamos de ir juntos?"